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Contran regulamenta uso de protetores laterais para caminhões

 

A determinação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para instalação do dispositivo de segurança e proteção lateral (DSPL) em caminhões, reboques e semi-reboques com peso bruto total superior a 3.500 kg está em vigor desde o primeiro dia de 2011. Por meio da resolução número 323/09, os veículos saídos de fábrica, nacionais e importados ficam obrigados a circular com protetores laterais, que têm como missão reduzir a gravidade dos acidentes registrados com pessoas e veículos leves e impedir que os atingidos sejam projetados para as rodas traseiras.

Imagem: Hydro Alumínioimg
 Protetores laterais de alumínio podem ser aplicados em reboques e semi-reboques
 usados no transporte de produtos em pallets ou a granel


Não se enquadram na resolução, os veículos com basculamento lateral, semireboque prancha, com carroçarias fechadas para transporte de bebidas e carroçaria ou plataformas de carga que estejam a até 55 centímetros de altura em relação ao solo. A todos os demais a exigência é rígida principalmente para que o protetor não se solte durante o percurso.

Ainda que nenhum material tenha sido indicado pelo Contran para a fabricação – que só estabelece a obrigatoriedade de um responsável técnico pelo projeto e a realização de ensaios práticos – como o peso do dispositivo será incluído na tara, o ideal é que ele seja leve. “De forma alguma o peso do protetor lateral pode comprometer a eficiência do veículo e o pavimento das estradas”, afirma o diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Orlando Moreira da Silva.

A equação é simples: protetores mais leves proporcionam aumento da capacidade de carga transportada por viagem, com potencial capitalização do faturamento do frete, além da redução do desgaste de freios e pneus. É aí que o alumínio entra como a solução ideal, segundo especialistas. Seu peso, 60% inferior ao aço, favorece a instalação do dispositivo de segurança e proteção lateral.

Imagem: Hydro Alumínioimg
 Os protetores laterais de alumínio absorvem mais energia que similar
 em aço, com resistência mecânica adequada

“A estrutura de alumínio é mais leve, fácil de ser instalada e absorve mais energia quando há impacto”, compara Edson Fim, coordenador de desenvolvimento de produtos da Hydro Alumínio, uma das empresas que já vem produzindo os protetores com perfis de alumínio. Amortecedor de choque lateral, segundo tipo de acidente com caminhões mais recorrente no Brasil, os protetores laterais de alumínio são desenvolvidos para suportar cargas de até 500 kgf. Vale reforçar que o alumínio absorve mais a energia de impacto em uma colisão quando comparado ao aço, podendo oferecer o dobro da resistência equivalente ao material ferroso.

Segundo Edson Fim, outro quesito de segurança veicular também favorece o uso deste material. “O alumínio não produz faísca, em caso de impacto, o que reduz o risco de incêndios e de acidentes explosivos em caso de tombamentos, até porque, o tanque de combustível fica mais bem protegido. Além disso, facilita a remoção e até mesmo o corte ou torção do perfil, para desprender as vítimas, em uma situação de socorro.”

Imagem: ASA Alumíniosimg
 Dispositivos têm dimensões e peso variáveis à
 estrutura de carroceria; peso médio gira em torno
 de 44 kg por dispositivo


Segundo especialistas, para a fabricação do DSPL, as ligas ideais são as estruturais, pois apresentam alta resistência mecânica e elevado limite de escoamento. Já as dimensões, são dadas a partir da relação entre os eixos das carrocerias, permitindo o transporte tanto de produtos em pallets como a granel. “Os vãos de sobra serão preenchidos pelos protetores laterais”, explica o gerente técnico da ASA Alumínio, Diones Torres. Na empresa, os dispositivos de segurança projetados com perfis de alumínio são feitos com a liga 6351. O peso e as dimensões do conjunto variam em relação a cada estrutura de carroceria, com média de 44 kg por veículo. As especificações do dispositivo seguem a norma ABNT NBR 14.148, de dezembro de 2008, que disciplina a fabricação do protetor lateral para caminhões e rebocados. O processo de fabricação é feito por meio de perfis extrudados de alumínio, que permitem produção em barras e uma grande variedade de formas.

Imagem: Hydro Aluminioimg
 Dispositivos de proteção lateral são fabricados com perfis extrudados
 de ligas estruturais

Imune a corrosão e sem necessidade de solda e pintura, a vida útil do dispositivo de segurança e proteção lateral de alumínio é muito superior a componentes fabricados com materiais ferrosos, com custo baixíssimo de manutenção. Outro benefício é que a base lisa do perfil de alumínio permite seu uso como plataforma de comunicação visual. Por fim, ainda figura entre as vantagens do uso do alumínio, o alto valor residual da matéria-prima no mercado. Nas futuras trocas dos protetores e após uma colisão ou fim da vida útil do dispositivo, a sucata de alumínio é vendida no mercado por volta de R$ 3,50 por quilo contra R$ 0,30 por quilo de aço.

Fonte: Aluauto
 

 

 


 

 

 

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